O Princípe da Névoa – Carlos Ruiz Záfon

O Carlos Ruiz Záfon é um dos meus escritos favoritos. Amo a narrativa, o modo como suas histórias são contadas e principalmente o ar sombrio de mistério que envolve todas essas histórias.

O primeiro livro do autor não deixa a desejar a nenhuma obra escrita por autores mais maduros. O texto é limpo e a narrativa corre em um ritmo agradável. Os pequenos defeitos contidos na obra não prejudicam em nada a leitura e, como explicou em nota, o autor preferiu preservar a obra tal como foi publicada na edição original, o que na minha opinião foi uma decisão cheia de sabedoria. Quando nos apaixonamos por um autor é muito gostoso ler obras escritas em diversos períodos de sua carreira e ir acompanhado o seu amadurecimento.

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Nesse romance juvenil o ar de mistério e a narrativa apaixonante não se fazem ausentes, e apesar de ser um tanto diferente de outros livros, como A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo e de ter sido escrito por um Záfon mais jovem, a narrativa única do autor é perceptível e capaz de prender o leitor desde a primeira página. Eu disse pra mim mesma que iria ler só o primeiro capítulo antes de dormir e acabei lendo o livro inteiro em apenas uma madrugada!

Com 180 páginas e capítulos relativamente curtos, a história de uma família com três filhos que se muda para uma cidade litorânea com o objetivo de fugir da guerra se desenrola com relativa rapidez. Ao chegar na nova cidade eles são recebidos por um gato aparentemente dócil e abandonado que, a contra gosto do restante da família, é imediatamente adotado pela filha caçula, Irina. Logo episódios estranhos começam a acontecer envolvendo o misterioso gato e a pequena Irina.

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A nova casa da família Carver havia sido construída para uma abastada família que depois de sua mudança acabou sendo vítima de várias e misteriosas tragédias e que ainda abriga e está rodeada por muitos deses mistérios. Como uma coleção de estranhos filmes caseiros que é encontrada pelo patriarca da família e acaba sendo explorada pelo jovem Max, filho do meio e personagem central da trama. Também desperta a atenção do jovem Max um bizarro jardim de estátuas abandonado nas proximidades da casa e que está sempre envolto por uma estranha névoa.

Em seu primeiro dia na nova cidade Max conhece um jovem nativo, Roland, que apresenta a ele a pequena cidade e alguns de seus mistérios, como um navio afundado que teve como único sobrevivente de seu naufrágio Víctor Kray, o avô adotivo de Roland, velho que com uma espécie de gratidão à sua sorte resolve construir na cidade um farol e guardar a costa como quem guarda a própria vida.

Logo uma sólida amizade é construída entre os dois e também Alicia, a filha mais velha da família Carver que desde a mudança da família vem sendo atormentada por pesadelos envolvendo um assustador palhaço, se junta à eles nas suas aventuras que a princípio são de apenas explorar a cidade e a praia. Posteriormente tal aventura se transforma numa verdadeira caça a uma inimigo antigo e poderoso assim como diabólico.

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A narrativa em terceira pessoa com alguns relatos em primeira pessoa do velho faroleiro Sr. Kray tem vários elementos comuns da narrativa do Záfon, como o pano de fundo envolvendo guerras, que aqui apesar de não estar explícito creio se tratar da segunda guerra mundial.

O livro escrito em 1993 faz parte de uma série infanto-juvenil composta por mais dois livros, O Palácio da Meia-Noite e As Luzes de Setembro. Apesar de ser classificado dessa forma o livro não se restringe a esse público podendo agradar jovens de todas as idades, assim como diz o próprio autor em nota.

Para quem deseja conhecer esse autor espanhol capaz de despertar paixões, recomendo fortemente a leitura desse livro. Com uma leitura mais rápida e menos densa que as publicações mais recentes do autor essa obra é um ótimo começo.


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Estante de Maio

Mês passado acabei não vindo aqui contar o que de legal assisti e li durante o mês. Mas não vou perder esse hábito e estou aqui de novo, mesmo que um pouquinho atrasada. Estou bastante contente em conseguir ver pelo menos quatro filmes por mês, o que era minha meta há bastante tempo, e estou vendo até mais que isso.

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Terra Para Echo (Earth to Echo) – 2014
Direção: Dave Green
Gênero: Ficção Científica
★★★★★

Que filme gostoso, bem estilo sessão da tarde. A história do grupo de amigos que se metem em várias confusões numa aventura para salvar um amiguinho extraterrestre lembra bastante filmes clássicos dos anos 80/90 como Conta Comigo e ET. Também foi inevitável pra mim compará-lo um pouco com outro mais moderno que segue esse estilo, o Super 8.

O Segredo do Vale da Lua (The Secret Of Moonacre) – 2008
Direção: Gabor Csupo
Gênero: Aventura; Infantil
★★★

Filme bem sessão da tarde, parece que esse mês foi o que mais rolou pom aqui! A história é bem bobinha e clichê, e pra falar a verdade quase não me lembro do que acontece no filme então vou deixar um pedaço da sinopse: Quando o pai de Maria morre, deixando a garota de apenas 13 anos órfã, ela é forçada a deixar sua vida luxuosa em Londres para ir morar com Sir Benjamin, um tio excêntrico que ela não sabia da existência, na misteriosa mansão em Moonacre. Não demora muito e Maria se vê em um mundo sombrio e cheio de disputas de interesse e poder entre o tio e a sinistra família de Coeur De Noir. A jovem também descobre que ela é o centro de tudo, uma vez que é a última princesa herdeira da linhagem. Maria, agora, será guiada por uma legião de estranhos aliados, na tentativa de manter a honra de sua família e evitar que Moonacre desapareça para sempre.

O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending) – 2015
Direção: Irmãos Wachowski
Gênero: Ação; Aventura; Fantasia
★★

Que decepção esse filme! Os efeitos especiais apesar de tecnicamente bons deixam o filme visualmente cansativo, além da história ter ficado muito confusa, pouco explorada e igualmente cansativa. As sequências de ação e explosões em geral me pareceram extremamente longas, ou seja, mega cansativas, mais uma vez. Nunca torci tanto pra um filme terminar logo, isso porque nunca deixo um filme sem terminar, questão de honra. Uma decepção completa, não consigo dizer muito além disso. Com aprovação, ou seria reprovação, de 25% no Rotten Tomatoes podemos dizer que não é só eu que compartilha dessa opinião.

Oblivion – 2013
Direção: Joseph Kosinski
Gênero: Ação; Aventura; Ficção Científica
★★★★

A  história do filme é um pouco vaga, não se trata de um filme ruim, gostei bastante até, mas meio que boa parte disso se deve à atuação do Tom Cruise. Nada de novo nem de surpreendente, pra quem gosta de ficção científica não deixa de valer a pena, mas não vá esperando muita coisa.

Interestelar (Interestellar) – 2014
Direção: Christopher Nolan
Gênero: Aventura; Ficção Científica
★★★★

Um filme hypado, sim, muito talvez. Mas ok, vamos lá, os apelos emocionais do filme não me cativaram, achei tudo frio e deslocado e o ritmo também não ajudou. Os efeitos visuais são realmente fantásticos, assim como em Gravidade, visualmente falando. As teorias que dão base para o filme são realmente muito interessantes, e pra quem gosta de ciência além da ficção científica é um prato cheio. A trama que serve como pano de fundo é realmente tocante… Mas tudo jundo pra mim não rolou. Talvez se tivesse visto no cinema teria uma opinião diferente, fiquei com a impressão de ser um daqueles filmes onde os efeitos visuais e sonoros meio que só funcionam bem na telona. Também acredito que li demais e ouvi muitas opiniões sobre o filme antes de assistir o que me fez esperar demais.
Recebi vários dislikes por conta dessas opiniões lá no Filmow. Às vezes a gente esquece que um bom filme não tem como agradar todo mundo, disse que pra mim o filme não rolou e fiquei um tanto decepcionada sim, o que não quer dizer que esteja dizendo que o filme é uma porcaria. Além da minha opinião, que não vou mudar só porque vai de encontro a opinião da maioria, queria deixar um recado, vamos parar de discutir por besteira e atacar o outro como se o fato dele não gostar de um filme super hypado prove por A+B que a pessoa é burra. Quem deixou de gostar do filme em questão não necessariamente tenha deixado de entender as teorias que dão base pra ele, ou de dar o devido valor a grandiosidade da produção. Muito menos o fato de você ter gostado tando do filme a ponto de defendê-lo com unhas e dentes e sair por aí atacando quem não gostou te faz mais inteligente.

Extraordinário – R. J. Palacio
★★★★

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O livro é lindo, um pouco melancólico, mas com uma mensagem muito bonita. A leitura é leve e agradável. Um livro infanto juvenil que pode agradar bastante mesmo um público um pouco mais velho.


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Estante de Março

 E aqui estou eu mais uma vez pra contar o que andei lendo e assistindo durante esse último mês.
Passei a metade do mês com bastante preguiça de ler, então só li um livro e meio e também foram livros que estavam empacados na estante há um bom tempo. Mas em compensação vi bastante filmes, sei que para algumas pessoas é pouco, mas pra mim tem sido uma quantidade razoável.

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Clube dos Cinco (The Breakfast Club) – 1985
Direção: John Hughes
Gênero: Comédia; Drama
★★★★★ ♥

Não sei porque demorei tanto tempo para assistir esse filme. Terminei o filme cheia de saudades dos clássicos dos anos 80 sobre a vida adolescente. A forma como a história é contada me lembrou um pouco o filme Curtindo a Vida Adoidado  do mesmo diretor John Hughes. Mas aqui o ritmo é um pouco diferente e não há mudança de cenários, o que a princípio daria a ideia de um filem monótono, mas esse definitivamente não é o caso. A história toda se passa dentro de um colégio e praticamente apenas dentro da biblioteca onde os cinco personagens principais são obrigadas a passar uma tarde de sábado como punição por mal comportamento. Muitas cenas são improvisadas por decisão do diretor que deixou os atores bem a vontade para improvisar o que dá um ar bem espontâneo à muitas cenas marcantes do filme. Entrou fácil na lista de favoritos.

Trapaceiros (Small Time Crooks) – 2000
Direção: Woody Allen
Gênero: Comédia; Policial
★★★

Nunca tinha visto nada do Woody Allen e fiquei um pouco surpresa ao constatar isso. Pois bem, zanzando pelo Netflix me deparei com esse filme e decidi que já era hora de fazer alguma coisa para mudar o fato acima citado. Pois bem, nenhuma surpresa. Acho que superestimei o Woody, ou o filme em questão, mas achei o filme bem fraquinho. Engraçado, sim, mas nada além disso. O tão aclamado humor sarcástico do diretor não me convenceu, pelo menos não nesse filme. O que me levou a dar uma pesquisada e fazer uma listinha de alguns filmes para conhecer melhor esse diretor/autor/ator que sempre ouvi ser bastante elogiado, inclusive pela minha mãe, que é fã.

Corra, Lola, Corra (Lola, Rennt) – 1998
Direção: Tom Tykwer
Gênero: Ação; Suspense; Thriller
★★★★

Outro filme que demorei tempo demais pra assistir. Filme alemão que foge um pouco do que estamos acostumados a esperar de um filem alemão, porém com o enredo simples consegue ser considerado um dos novos clássicos do cinema. Casualidade, efeito dominó e as várias possibilidades diferentes que uma simples ação pode desencadear. É tipo um você decide com três finais diferentes e em cada um deles pequenas alterações em toda a história envolvendo todos aqueles que aparecem, mesmo que por um brevíssimo momento, na trama. O que mais gostei no filme é a forma como essas pequenas alterações mudam drasticamente todo o futuro dos envolvidos e como isso é mostrado em flashes rapidíssimo enquanto a protagonista não pára de correr. Outro ponto que não poderia deixar de citar é os diálogos entre Lola e Manni que intercalam cada possível alternativa para a história.

Ender’s Game – O Jogo do Exterminador (Ender’s Game) – 2013
Direção: Gavin Hood
Gênero: Ação; Aventura Ficção; Científica
★★★★

Já tinha passado batido por esse título várias vezes e quando acabei assistindo sem a menor expectativa e meio que por falta de opção me surpreendi bastante. Ao contrário do que achei quando li a sinopse, o filme é bom, pelo menos na minha opinião.
Fiquei simplesmente encantada com a atuação do Asa Butterfield (quem se lembra dele do A Invenção de Hugo cabret?) ele é muito bom! De um modo geral o filme me surpreendeu. Falta um pouco de contexto sim, é previsível também, mas nada disso tira o mérito do enredo que é realmente bem amarrado. O ritmo do filme é bom e a fotografia é muito boa. Aborda questões éticas sem pesar e se tornar cansativo. Ou seja, pra quem gosta de ficção científica e tá procurando um filme visualmente interessante, com um bom enredo capaz de suscitar reflexões sem forçação de barra, acredito que vá encontrar nesse filme um entretenimento válido.

Garota em Progresso (Girl In Progress) -2012
Direção: Patricia Riggen
Gênero: Comédia; Drama
★★★★

Achei esse filme por acaso no Netflix, nunca nem tinha ouvido falar dele antes, tava procurando um filme com temática adolescente que fosse mais levinho. O filme é exatamente isso, leve e bem despretensioso, mas acabou rendendo umas boas reflexões por aqui. A história é basicamente de uma adolescente filha de mãe solteira que, após uma aula de literatura sobre os ritos de passagem que marcam o final da adolescência e o início da fase adulta, resolve acelerar o seu processo de amadurecimento criando potenciais situações traumáticas pelas quais ela própria se obriga a passar. O filme não é nada profundo e como drama é apenas um daqueles água com açúcar que passam na sessão da tarde, mas vale a pena.

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Guia do Mochileiro das Galáxias: Não Entre em Pânico  – Douglas Adams
★★★★★

Guia do Mochileiro das Galáxias: O Restaurante no Fim do Universo  – Douglas Adams
★★★★★

Tenho a série completa desde 2013, já tinha lido os três primeiros volumes, mas acabei abandonando a leitura da série e passando outros livros na frente. E por já ter tanto tempo que tinha lido os primeiros resolvi retomar a leitura desde o volume um. E não me arrependo. Pra ser sincera não lembrava mais de quase nenhum detalhe, claro que a medida que vou lendo vou me lembrando da história como um todo, mas isso não tira nem um pouco o encanto do livro. Ainda me surpreendo com as reviravoltas que os livro dá jogando seus personagens para os cantos mais improváveis do universo nem piscar de olhos.

Não farei uma resenha agora, pretendo terminar de ler todo os volumes e fazer um post exclusivamente com as minhas experiências de leitura série.


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Estante de Janeiro e Fevereiro

Queria fazer esse post em formato de vídeo, mas não estou tendo tempo já que isso implica me dedicar um pouco mais a aprender a editar vídeos e o mais importante, perder o “medo” de conversar com uma câmera! Fiz uma tentativa e a única coisa que consegui foi constatar espantada o poder que uma simples câmera tem de me fazer ficar nervosa e suar feito um cuscus! Mas prometo que farei outras tentativas, não vou desistir.

Agora, indo ao que interessa, no primeiro mês do ano assisti bastante filmes, coisa que não andava fazendo com tanta frequência, infelizmente já em fevereiro isso mudou e não vi quase nenhum longa. Com relação aos livros o mesmo se repete, em janeiro li dois livros que tinha abandonado em 2013, sim 2013! Já em fevereiro não li nada. Torçamos para que em março isso mude, já que uma das minhas metas para 2015 é ler mais e ver mais filmes, pelo menos todos aqueles que há muito tempo quero ver.

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Na Natureza Selvagem (Into the Wild) – 2007
Direção: Sean Penn
Gênero: Aventura; Biografia; Drama
★★★★★ 

O primeiro filme que assisti esse ano e não poderia ter escolhido um filme melhor parar abrir 2015. Acho que nunca um outro filme me despertou tantas reflexões. Sem dúvida um desses filmes que são capazes, de uma maneira bem sutil, de mudar nossa forma de encarar as coisas. Um filme lindo e ainda assim perturbador.

Transcendence – A Revolução (Transcendence) – 2014
Direção: Wally Pfister
Gênero: Drama; Ficção Científica; Mistério
★★★

A premissa do filme até que é boa, com algumas ressalvas. Algumas sacadas são realmente geniais, como a do homem estar criando um deus. Mas o filme é extremamente previsível, sem nenhuma lógica e do meio pro final é pura tosqueira. Como ficção científica não convence nem de longe. Não tem clímax e o final é bem frustrante. Mas com um pouco de boa vontade é um entretenimento válido.

Millennium II – A Menina que Brincava com Fogo (Flickan som lekte med elden) – 2009
Direção: Daniel Alfredson
Gênero: Ação; Drama; Mistério; Thriller
★★★

Fiquei um pouco decepcionada com o filme. O primeiro da série me surpreendeu bastante, já o segundo achei muito inferior ao livro. Não sei se isso se deve ao fato de que demorei muito, mas muito tempo mesmo, para ver esse filme, o primeiro vi no cinema há mais de cinco anos! Talvez isso tenha feito a trilogia perder um pouco a graça pra mim. Mas vale super a pena para quem quer conhecer um pouco do cinema escandinavo.

Alta Fidelidade (High Fidelity) – 2000
Direção: Stephen Frears
Gênero: Comédia; Drama; Música; Romance
★★★★

Não sou muito de assistir comédias românticas, mas para minha surpresa esse filme me agradou bastante. Talvez por conta de ser recheado de referências musicais. O roteiro é meio batido, mas como é difícil encontrar um filme desse gênero que realmente me agrade em algum nível, super recomendo.

O Baile (Le Bal) – 1983
Direção: Ettore Scola
Gênero: História; Musical
★★★★

Um filme para quem gosta de história, musicais e cinema clássico. Com um ar bastante teatral passeia pelas décadas, dos anos 30 aos anos 80, recontando alguns fatos históricos que marcaram cada época. Adorei os figurinos bem característicos de cada década. Uma dica para quem mora em Salvador é dar uma olhada na programação do cinema do Palacete das Artes, assisti esse filme lá e todas as quartas e sextas eles exibem um longa, e o melhor, a entrada é franca.

O Grande Truque (The Prestige) – 2006
Direção: Christopher Nolan
Gênero: Drama; Mistério; Suspense
★★★★ ♥

Sabe aquele filme que você assisti por puro tédio sem esperar nadinha, mas nadinha mesmo e no final mal consegue respirar de tanta surpresa?! Pois é, esse filme me surpreendeu demais e me fez me sentir uma pecadora por até então nunca ter visto nada do Nolan, o cara me conquistou completamente. Ah, e o David Bowie interpretando o Nikola Tesla é uma surpresa a parte. Um dos melhores filmes vistos esse ano.

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief) – 2013
Direção: Brian Percival
Gênero: Drama; Guerra
★★★

Decepcionada. A narração (a morte) foi tão fraca, não me passou em nenhum momento o peso do livro. Me pareceu uma tentativa de dar leveza a uma história que não tem como ser leve. Segunda guerra, muitas mortes, é a própria morte que conta a história. E, como já falei, a narração ao invés de dar os tons mais pesados e tocantes que possuem o livro me deu a impressão de que seria uma fabula infantil que estava sendo narrada. Também não achei assim tão fiel ao livro, a relação de Liesel com a mulher do prefeito acabou meio que se perdendo e ficando sem muito sentido no filme, assim como a história de como o diário, onde a menina escreve sua história, chegou até ela. Forçado no sentido de tentar dar leveza a um contexto que não tem como ser leve e por isso perdeu a emoção. Fiquei com a sensação de ser um filme bonitinho pra agradar o grande público e só. O livro me fez chorar, o filme quase me fez dormir.

Gravidade (Gravity) – 2013
Direção: Alfonso Cuarón
Gênero: Ficção Científica; Thriller
★★★

Assisti esse filme esperando ser surpreendida e quando os créditos começaram a subir na tela fiquei com aquela sensação mas é só isso?! Talvez venham me dizer que não compreendi muito bem o filme ou que deixei algo passar, pode ser, mas esse filme realmente não me conquistou. Tá que a fotografia é realmente fantástica, mas nada além disso.

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Morte Súbita – J.K. Rowling
★★★★★  ♥

São muitos personagens e muitas histórias interligadas, isso faz com que o início do livro seja um pouco lento já que é preciso apresentar todos os personagens. Acabei abandonando o livro na primeira tentativa de leitura, fiquei impaciente e com a sensação de que a história de fato não ia começar a engrenar nunca. Já na segunda tentativa fui um pouco mais paciente e passando a fase de apresentação dos personagens o livro vai ficando cada vez mais surpreendente.

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A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak
★★★★★  ♥

Outro livro que demorei muito tempo para finalmente ler. Logo quando o livro se tornou popular fiquei curiosa, mas quando li a sinopse e algumas das primeira páginas logo deixei o livro de lado, achei o tema muito sombrio. Passando um tempo o livro me despertou novamente a curiosidade. A temática é realmente sombria, o livro é bastante triste, acho que nunca um livro me fez chorar como esse.


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Os 40 livros que marcaram minha vida

Há um tempo circulou pelo Facebook o desafio de escolher os dez livros que marcaram a sua vida. Mas como escolher apenas dez livros me pareceu uma tarefa um tanto injusta, resolvi listar os 40 livros que marcaram a minha vida. Como adoro listas, foi uma delícia montar essa!

Cada um desses livros me marcou de alguma forma, alguns até de forma negativa, então listados aqui não estão apenas livros dos quais gosto. Acho que cada livro que lemos tem realmente o poder de nos modificar de alguma forma, cada livro lido acaba se tornando um pedacinho daquilo que somos.

Ao fazer essa lista tive vontade de reler alguns desses livros, até alguns dos que me marcaram de maneira não muito boa até mesmo pra entender por que razão o livro deixou uma memória negativa. Isso talvez se torne um projeto aqui no blog, a medida que for relendo cada livro pretendo fazer post com uma breve resenha e contando um pouco das memórias que tenho com o livro e da experiência da leitura atual.

  1. O Pequeno Príncipe –  Antoine de Saint-Exupéry
  2. Atreva-se a Vencer – Jack Canfield & Mark V. Hansen
  3. Harry Potter e a Pedra Filosofal – J. K. Rowling
  4. Grávida aos 14 anos – Guilia Azevedo
  5. Dom Casmurro – Machado de Assis
  6. Violetas na Janela – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
  7. Ninguém é de Ninguém – Zibia Gasparetto
  8. Memórias de Minhas Putas Tristes – Gabriel García Márquez
  9. Escrito nas Estrelas – Sidney Sheldon
  10. O Segredo – Rhonda Byrne
  11. Onze Minutos – Paulo Coelho
  12. O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury
  13. O Doce Veneno do Escorpião – Bruna Surfistinha
  14. O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder
  15. A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón
  16. A Bruxa de Portobello – Paulo Coelho
  17. Alugo Meu Corpo – Paula Lee
  18. O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini
  19. Quando Niztsche Chorou – Irvin D. Yalom
  20. A Menina que Brincava Com Fogo – Stieg Larsson
  21. O Menino Americano – Andrew Taylor
  22. A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera
  23. Travessuras de Menina Má – Mario Vargas Llosa
  24. Trem Noturno para Lisboa – Pascal Mercier
  25. O Livro da Bruxa – Roberto Lopes
  26. A História de Fernão Capelo Gaivota – Richard Bach
  27. Marina – Carlos Ruiz Zafón
  28. Diários de um Ladrão – Jean Genet
  29. Mulheres que Corem Com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés
  30. Love – A História de Lisey – Stephen King
  31. Quem Tem Medo do Escuro – Sidney Sheldon
  32. A Rosa Perdida – Serdar Ozkan
  33. Manual do Guerreiro da Luz – Paulo Coelho
  34. O Cortiço – Aluísio Azevedo
  35. Sally e a Maldição do Rubi – Philip Pullman
  36. O Alquimista – Paulo Coelho
  37. As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis
  38. A Lista de Shindlich – Thomas Keneally
  39. Criança 44 – Tom Rob Smith
  40. A Erva do Diabo – Carlos Castañeda

A Erva do Diabo Carlos Castaneda

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Sinopse do livro:

Em algum lugar perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, o mestrando em antropologia Carlos Castañeda se depara com Juan Matus – provavelmente do pseudônimo de um xamã mexicano – e uma simples entrevista para sua tese sobre plantas medicinais vira o embrião de uma revolução pessoal, literária e científica.

Castañeda passa, então, a questionar seu modo de ver o mundo e até mesmo os referenciais científicos que usava para explicá-lo, Diante disso, resolve se aprofundar nos ensinamentos de dom Juan Matus e mergulhar no mundo das plantas que ele chamava de “plantas de poder”.

Os primeiros passos dessa incursão são descritos em A erva do diabo, uma obra precursora não só pela descrição das experiências alucinógenas, colocando em xeque aquilo que chamamos de realidade, como também por tornar pública a restrita cultura milenar dos chamados “videntes” da América Central.

Não vou me aprofundar numa resenha desse livro, demorei muito, muito mesmo para conseguir terminar de lê-lo. Então falarei rapidamente sobre algumas considerações gerais dessa leitura e a experiência de ler esse livro.

O livro é dividido em duas partes e apêndice. Na primeira parte o autor narra suas experiências com o xamã. A leitura dessa primeira parte foi tranquila e até bastante inspiradora, ponto que me fez gostar do livro, apesar de a segunda parte ter se tornado uma leitura bem arrastada. Na segunda parte ele faz uma análise estrutural dos ensinamentos de dom Juan, quando cheguei nesse ponto comecei a ler bem devagar, deixando muitas vezes o livro de lado e começando outras leituras, por isso quando retomava tinha um pouco de dificuldade de acompanhar.

Comecei a ler o livro em novembro do ano passado e só fui terminar há duas semanas, por pura teimosia.

Apesar de ter intercalado essa leitura com outros livros, que lia bem rapidinho, a leitura desse livro acabou coincidindo com uma fase da minha vida. Essas coincidências engraçadas, que creio só quem não vive sem a companhia de um livro conhece. Durante a leitura da primeira parte estava vivendo um momento meio mágico, durante a segunda parte da leitura a magia que havia nos meus dias já havia deixado de existir e se tornado uma situação que precisava de um ponto final, mas eu só não sabia como dar esse ponto final.

Ao final do livro lembrei de tudo que havia vivido desde o final do ano passado e me dei conta de que finalmente havia posto o ponto na situação que me incomodava, o que me deixa livre pra iniciar uma nova fase em minha vida. Falou a garota que inicia uma revolução pessoal a cada mudança de estação, e afinal, estamos iniciando uma primavera!

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Por fim, a temática do livro é algo que sem dúvida me chama muito atenção, assim como toda a aura de mistérios e polêmicas que envolve o autor. Ainda pretendo ler seus outros livros, que somam no total 12 volumes!

Para mais informações sobre o autor.


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