Filmes vistos em Setembro

O Pequeno Princípe (The Little Prince) – 2015
Direção: Mark Osborne
Gênero: Animação; Fantasia
★★★★ ♥

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Um dos lançamentos desse ano que estava mais ansiosa pra ver! A real é que acabei escolhendo um dia que estava bem pra baixo pra ir ver, fui pra o cinema pra não enlouquecer sozinha dentro da minha mente com os infinitos problemas que ela ama criar, Drama Queen! O resultado foi que acabei me desfazendo em lágrimas numa sala de cinema lotada de crianças! E como sou do tipo de pessoa que guardo filmes junto com as experiências de vida que estou vivendo a época que os vejo, esse vai ficar guardado num lugarzinho bem especial por aqui.
Agora, falando do filme em si, a arte é linda e por mais que o enredo seja batido, livro de miss etc e tal, novos elementos que foram trazidos pra história conseguiram deixar todo o universo do principezinho ainda mais cativante.

Homem Irracional (Irrational Man)  – 2015
Direção: Woody Allen
Gênero: Mistério
★★★★ ♥

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Não sou fã número um do diretor, mamis que me perdoe por isso, mas esse filme realmente me surpreendeu. A trilha sonora pontua muita bem a história e é excelente. As questões filosóficas e morais abordadas no filme dão bom pano pra manga de discussões de boteco. O filme realmente me botou pra pensar sobre algumas questões como honestidade, autenticidade e o sentido da nossa vida estar quase sempre atrelado a uma outra pessoa. Vi algumas pessoas criticarem o filme por ser um tanto raso, acredito que o filme tenha me cativado exatamente pelo seu tom despretensioso e por isso mesmo um tanto perigoso, a história é desenvolvida de uma forma tão leve que no final você pode acabar com alguns conflitos morais bem reais.

Melancolia (Melancholia)  – 2011
Direção: Lars Von Trier
Gênero: Drama; Ficção Científica
★★★★★

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Duas reações distintas diante daquilo que não podemos controlar, o confronto com a morte e a dissolução de todas as coisas que nos mantêm numa aparente situação de segurança e controle.
É um filme sobre o fim do mundo. Mas antes da terra ser engolida pela gigantesco planeta Melancolia que se escondia atrás do sol, vemos como um mundo particular pode ir se destruindo aos pouquinhos enquanto as coisas ao redor continuam a girar com aparente normalidade. Até que tudo se desfaz num piscar de olhos e o vazio existencial de uma vida fatigada de obrigações e rituais traga tudo ao redor fazendo ruir toda a aparente normalidade.

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me)  – 2003
Direção: Isabel Coixet
Gênero: Drama; Romance
★★★★★ ♥

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Não é um filme sobre a morte, é sobre amor, sobre sonhos e sobre o único presente que podemos deixar para aqueles que amamos e que nos amam, a saudade. Talvez nobreza seja sobre isso, reconhecer que de algum modo somos passageiros, mas ainda assim querer que a saudade que deixamos ao partir tenha alguma beleza.
A vida é provisória, a única coisa definitiva talvez seja a saudade.

Anticirsto (Antichrist)  – 2009
Direção: Lars Von Trier
Gênero: Drama; Terror Psicológico
★★★★ ♥

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Entendo de certa forma a dificuldade que algumas pessoas têm em avaliar esse filme, mesmo tendo certeza que estaria na minha lista de favoritos assim que terminei de assistir, também não consegui fazer uma avaliação logo. Mas depois de ficar com o filme martelando na cabeça por uma noite inteira, até sonhei algo relacionado a ele, posso dizer, o filme é simplesmente excelente. Cumpre com sua proposta de ser perturbador ao mesmo tempo que traz um universo de simbologias capazes de despertar reflexões trazendo pra perto da gente aquele mundo de dor e extremos. Sem contar as questões relacionadas ao feminino e a culpa, que tornam o filme ainda mais indigesto.
Ouvi recentemente de um amigo que ele acreditava que o Lars Von Trier seria meu diretor favorito, o que não é uma verdade, mas me tocou de alguma forma, agora me entregando aos filmes dele vejo o quanto me identifico com cada uma de suas obras de uma maneira diferente. Nessa ela ganhou mais um pouquinho meu coração sendo perturbador e cativante em proporções surpreendentes.

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus)  – 2009
Direção: Terry Gilliam
Gênero: Aventura; Fantasia; Mistério
★★★

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Fui assisti acreditando que o visual do filme seria seu ponto alto, e só me decepcionei. A história é confusa e o mundo imaginário que tinha tudo pra ser explorado fotograficamente de uma forma incrível deixou muito a desejar. A troca de rosto do personagem Tony que seria interpretado a principio apenas pelo Heath Ledger acabou deixando a história ainda mais cansativa e difícil de acompanhar. Claro que a saída encontrada pela produção do filme na situação da morte do ator foi mais que genial, principalmente na escolha dos demais atores que interpretaram o Tony, só faltou encaixar tudo direitinho na história.


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Família Dinossauro

Contagem regressiva para o meu aniversário (19/31)

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Letícia Silva Sauro, era assim que eu me apresentava durante um determinado período da minha infância, período esse que ficar grudada na tv enquanto passava esse seriado era o melhor momento do dia.

Quem não se lembra das frases do Baby, o bebê dinossauro mais fofo de todos os tempos?! “Não é a mamãe, não é a mamãe.” “De novo, de novo!” e, a melhor de todas, “Eu sou o Baby, você precisa me amar.”. Sim, eu amava o baby, e essas frases que eram repetidas a exaustão, e vira e mexe ainda as digo em momentos bem humorados com a minha mãe.

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Tenho certeza que esse foi um daqueles programas de tv que marcou não apenas minha geração, aqui em casa quando eu parava para assistir minha mãe, tios e até minha avó acabavam parando na frente da tv.

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Quem também tem boas lembranças com esse seriado, que apesar do visual meio assustador, e do final trágico, todos nós adorávamos?!


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Poetiza-me: Manoel de Barros

Contagem regressiva para o meu aniversário (25/31)

Confesso que não conhecia muitos dos poemas de Manoel de Barros e só fui me interessar realmente em ler algo sobre ele com as últimas notícias sobre sua morte, no dia 13 desse mês. Além de ter ficado triste com sua morte fiquei triste em não ter me interessado em conhecer mais sobre ele antes.

Além dos 18 livros de poesia, Manoel de Barros também ficou conhecido por suas obras infantis, e é por esse motivo que resolvi fazer esse post dentro da contagem regressiva para o meu aniversário. A intenção principal desses meus posts nesse projeto é recuperar aquele gostinho bom de nostalgia com as coisas que me fizeram feliz ao longo dos anos e principalmente durante a infância. Os poemas do Manoel de Barros têm esse gostinho.

O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Muitos artistas também tiveram nas obras de Monel de Barros inspiração, entre ele o cineasta e documentarista Joel Pizzini, diretor do curta Caramujo-Flor.


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Desenho preferido da infância I: The Jetsons

Contagem regressiva para o meu aniversário (26/31)

Eu jurava que esse desenho era algo realmente da minha época, década de 90, mas pesquisando agora vi que o primeiro episódio foi exibido em 23 de setembro de 1962. Ou seja, essa coisa de eu gostar de coisas do passado que falam sobre um futuro que ainda não aconteceu não é de hoje.

Ficou meio paradoxal essa última frase. Deixa eu tentar explicar.
Lembro muito bem que esse era um dos desenhos favoritos da minha infância, gostava de vários outros, claro, mas esse era bastante especial. Sempre gostei de coisas futuristas, intergaláticas e toda e qualquer coisa que tenha um fundo de ficção científica com uma pitada retrô. E é exatamente sobre isso que se trata Os Jetsons, pelo menos pra mim, que assisti quase 30 anos depois de seu lançamento esse desenho que falava sobre a vida de uma família do século XXI.

Adorava o visual do desenho, ficava sonhando em viver numa cidade flutuante com carros que na verdade se pareciam com naves espaciais.

Analisando as coisas agora, acho que esse desenho é o grande responsável pelo meu gosto atual para filmes e seriados.

Gostaria de falar mais sobre esse desenho animado, mas por enquanto isso é tudo o que minha memória permite. Mas para minha felicidade descobri que existem dvd’s de duas das três temporadas da animação a venda. Já foi para minha wishlist de aniversário!


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Animação do Fim de Semana: Reino Escondido

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Achei essa animação por acaso, e não esperei muito dela. Até que em um sábado entediado resolvi ver, tava querendo um filme bobinho só para passar o tempo e acabei me surpreendo.

Sinopse do Filme: Uma adolescente é magicamente transportada para um universo secreto, e precisará da ajuda de vários seres místicos para conseguir salvar seu mundo, e o universo secreto, de uma força maligna.

A arte é linda, e o enredo apesar de meio batido ainda consegue ser cativante.

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A relação da personagem principal, Mary Katherine, com o pai, o biólogo Larry obcecado por um reino escondido de criaturas minúsculas que vivem nas estranhas da flores, é bem complicada. A garota é obrigada a ir morar com ele após a morte da mãe, o problema é que o cara vive com a cabeça no mundo da lua, ou melhor, no mundo escondido que ele jura existir. Tudo isso parece meio dramático, mas lembrando que se trata de uma animação e nada disso é explorado com muita profundidade.

MK_pai

Até que MK, como prefere ser chamada, resolve ir embora do lugar onde vive seu pai e acaba se transformando na peça principal na luta das forças do bem e do mal que habitam o reino escondido, e com a ajuda de seu pai, prestes a desistir da busca pelos habitantes minúsculos da floresta, garante o final feliz.

MK_pequena

A trama central do filme é realmente a luta do bem contra o mal. Os cenários são fascinantes e os personagens, principalmente os não humanos, muito cativantes. Entre eles o meu preferido, a lagarta Nim Galuu, a voz é do Steven Tyler <3, motivo suficiente para eu ter morrido de amores! Além dele, as vozes da Beyoncé e do Colin Farrell também estão presentes.

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O filem é bem levinho, o roteiro não tem muita profundidade, mas ainda assim entrou fácil para minha lista de favoritos. Super recomendo!

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Trailer em português:

Ficha Técnica:
Título: Epic
Diretor: Chris Wedge
Elenco: Josh Hutcherson, Amanda Seyfried, Colin Farrell, Jason Sudeikis, Christoph Waltz, Aziz Ansari, Beyoncé Knowles, Johnny Knoxville, Judah Friedlander, Steven Tyler, Blake Anderson, Emma Kenney
Produção: Jerry Davis, Lori Forte, James V. Hart, William Joyce
Roteiro: Tom J. Astle, Matt Ember
Fotografia: Renato Falcão
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 102 min.
Ano: 2013
País: EUA
Gênero: Animação, Aventura, Fantasia
Classificação: Livre

Ver no Filmow.


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Filmes Que Nunca Me Canso de Ver

01. Edward Mãos de Tesoura

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Como explicar o meu amor por esse filme! Simplesmente meu filme favorito. Foi o primeiro filme que vi na vida até onde consigo me lembrar, devia ter uns 4 anos quando assisti pela primeira vez. É uma história de amor que já dura mais de 20 anos, rsrs. Realmente, acho que nunca vou cansar de ver esse filme!

02. De Repente 30

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Mais sessão da tarde que esse, só Lagoa Azul! Pois é, e se vir que vai passar na sessão da tarde (outra vez) nem marque compromisso comigo, porque certamente vou preferir ficar em casa comendo pipoca e grudada na TV.

03. Stardust – O Mistério da Estrela

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Outro dia tava vendo esse filme quando meus pais chegaram aqui em casa, não consegui largar a TV nem pra dar atenção a eles direito, até que meu pai perguntou como eu poderia achar aquele besteirol tão interessante. Então, como explicar pra ele que aquela era a terceira vez que tava vendo esse filme?!

04. O Palhaço

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Não sou muito de chorar com filmes, então como não me apaixonar por um filme que me fez sair do cinema pedindo um lencinho pra amiga?! Nunca canso, e choro todas as vezes, confesso.

05. Wall-E

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Uma das melhores animações da vida. Paro o que tiver fazendo pra assistir!