Minha Lista de Clássicos Modernos do Cinema

Parece um tanto paradoxal falar em clássicos modernos? Sim, sim, deve ser, mas resolvi fazer a minha lista dos dez filmes mais marcantes a partir dos anos noventa até os dias atuais.

01. Pulp Fiction – Quentin Tarantino (1994)

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O primeiro desta minha lista foi um dos filmes mais marcantes da década de 90 e um fenômeno pop que não se restringiu ao cinema. Aqui a assinatura do Tarantino se tornou evidente com sua forma não linear de contar uma história, característica que já gerou muitas polêmicas. As três histórias principais são contadas de uma forma completamente não linear, sem um pano de fundo no tempo presente como base para a narrativa, e acabam se cruzando, tudo isso com muito humor sarcástico e violência. A genialidade está em todas as histórias serem muito bem amarradas mesmo com a cronologia delas completamente de ponta cabeça.

O roteiro é incrivelmente bem elaborado, não atoa deu aos roteiristas Quentin Tarantino e Roger Avary o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1995. E mesmo se você nunca viu esse filme, provavelmente já deve ter se deparado com alguma referência a ele por aí.

02. Entrevista com o Vampiro – Neil Jordan (1994)

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Todo mundo já deve ter visto esse filme uma vez, nem que seja quando era criança e não se lembra mais da história. Se esse for o caso, recomendo que você assista agora! Lestat, Louis e Armand são os vampiros mais apaixonantes da vida, afinal, Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Bandeiras no mesmo filme não é pouca coisa.

O filme foi baseado em um romance de Anne Rice e o roteiro do longa foi escrito pela própria autora. Recebeu duas indicações para o Oscar de 1995 com Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte, infelizmente não levou nenhum dos prêmios que foram conquistados pelos filmes O Rei Leão (Melhor Trilha) e As Loucuras do Rei George (Melhor Direção de Arte). Ainda assim considero o filme como um dos maiores clássicos dos anos noventa, junto com Pulp Fiction. E sem dúvida alguma um dos melhores filmes de vampiro de todos os tempos.

03. Fale Com Ela – Pedro Almodóvar (2002)

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Obviamente não poderia faltar um título do meu cineasta do coração que é o Pedro Almodóvar. Nesse filme, considerado pela crítica um dos melhores da carreira do cineasta, não se vê algumas das características mais marcantes, como as cores berrantes e personagens caricatos, porém a sensibilidade com a qual o Almodóvar aborda os temas ligados a afetividade humana está mais que nunca em destaque.

O roteiro, que gira em torno da relação de cuidado de dois homens com mulheres em estado de coma, foi vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2003.  Além do foco nessa relação de cuidado o filme também aborda com muita delicadeza a relação entre os dois personagens centrais, Benigno e Marco. Outros detalhes, que não poderia deixar de citar e que contribuíram inquestionavelmente para situar esse filme entre os melhores dos últimos tempo, é a trilha sonora com músicas interpretadas pela Ellis Regina e Caetano Veloso, que inclusive aparece no longa. Além de um curta metragem mudo feito especialmente para compôr o filme.

04. Clube da Luta – David Fincher (1999)

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Segundo a sinopse, que revela muito pouco sobre a quantidade de simbologias contidas no filme, dois homens de personalidades diferentes acabam criando uma nova e controversa forma de terapia ao canalizar seus impulsos violentos em luta corporal, fundando assim um clube clandestino que possibilita que seus membros lutem entre si.

Sim, sem dúvida um filme um tanto polêmico, exatamente por esse motivo talvez se deva a baixa popularidade do filme na época que foi lançado recebendo apenas uma indicação ao Oscar de Melhor Edição de Som em 2000. Mas isso não foi motivo para algum tempo depois o filme se tornar sucesso em VHS e posteriormente em DVD, tanto que consta em primeiro lugar na lista dos 50 DVDs essenciais eleitos pela Entertainment Weekly. Além de ter sido eleito o décimo melhor filme de todos os tempos pela revista britânica Empire e ter o Tyler Durden eleito pela mesma revista como o melhor personagem do cinema de todos os tempos.

05. V de Vingança – James McTeigue (2005)

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Adaptado dos quadrinhos do Alan Moore, escrito e produzido pelas irmãs Wachowski, dupla que ficou conhecida pela trilogia Matrix, o filme foi dirigido pelo James McTeigue, que também foi assistente de direção em Matrix. Conquistou fãs principalmente pelo seu teor subversivo que foi mantido da história original de Moore, porém houveram algumas modificações que incomodaram alguns fãs dos quadrinhos e o próprio roteirista do graphic novel. No entanto, graças a uma dessas alterações, a personagem Evey ganha destaque na trama rendendo a Natalie Portman o prêmio Saturn Awards de melhor atriz em 2007.

A estréia James McTeigue como diretor não rendeu prêmios, além de ter sido alvo de uma boa quantidade de críticas negativas devido principalmente ao teor anarquista do filme. Porém ainda assim o longa teve uma boa aprovação no Rotten Tomatoes e conquistou vários fãs.

06. Corra, Lola, Corra – Tom Tykwer (1998)

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Mais um diretor que trabalhou posteriormente com as irmãs Wachowski. Não que aqui exista alguma referência ao trabalho dos idealizadores de Matrix, mas é possível identificar alguns pontos em comum, como a trilha sonora com um ar techno por exemplo.
Não se trata de um filme pesado, como se é comum pensar quando se fala em cinema alemão. A história que é recontada sequencialmente não o torna cansativo, muito pelo contrário, o ritmo do filme é exatamente como sugere o seu título.

Apesar de não se tratar de um filme premiado internacionalmente, o longa teve bastante prestígio, principalmente em seu país de origem sendo vencedor de vários prêmios de Cinema Alemão entre eles o de Melhor Diretor e Melhor Filme, além de ter se tornado uma referência dentro da cultura moderna do país. E também possuí uma ótima aprovação de 93% do Rotten Tomatoes.

07. O Labirinto do Fauno – Guillermo del Toro (2006)

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Fantasia e realidade se misturam com um pano de fundo histórico, a guerra civil espanhola. O diretor mexicano consegue imprimir sua marca mais uma vez, correlacionando seres fantásticos com vilões de carne e osso numa trama em que a personagem principal é uma garota órfã de pai que acaba se aventurando um um mundo mítico na busca de fugir de uma realidade cruel, a ditadura fascista, representada no filme pelo padastro da garota.

Se trata de uma fantasia mais sombria com toques surrealistas que agradou o público, inclusive um público que foge um pouco do gênero preferido do diretor que é o terror. Com uma aprovação de 95% no Rotten Tomatoes o longa, prestes a completar dez anos de seu lançamento, continua atual e muito bem comentado não só quando o assunto é diretores estrangeiros que fazem sucesso em Hollywood.

Vencedor do Oscar 2007 em três categorias, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem, o filme também foi premiado com o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro no mesmo ano. Como também recebeu vários outros prêmios do cinema mundial, além de indicações entre elas à Palma de Ouro de melhor filme do Festival de Cannes em 2006.

08. Donnie Darko – Richard Kelly (2001)

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Um clássico cult, perfeitamente inserido na cultura Pop, o maior sucesso do diretor norte americano rendeu a ele a premiação de melhor filme de estréia em 2002 no Independent Spirit Awards. Mas também esse foi mais um daqueles filmes que só fizeram sucesso um tempo depois de seu lançamento.

Com uma atmosfera bem anos 80, coisa que eu particularmente amo, o filme acompanha os questionamentos de uma jovem esquizofrênico que tem alucinações com um coelho gigante monstruoso. Permeando isso ainda temos questionamentos políticos envolvendo sistema de educação, além de um prato cheio para quem gosta de ficção cientifica das boas. É um daqueles filmes que quando termina te deixa cheio de perguntas, talvez exatamente por isso tenha se tornado tão adorado pelos fãs de filmes Sci-Fi, que não economizam em teorias para tentar explicar o filme.

09. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain – Jean-Pierre Jeunet (2001)

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Com uma atmosfera leve e romântica, mas sem deixar de ser cheio de simbolismos, o diretor francês fugiu do tom sombrio usando em filmes anteriores, como O Ladrão de Sonhos e Delicatessen, e agradou muito o grande público, inclusive àqueles que não estão muito habituados ao cinema francês. Com um nível de aprovação no Rotten Tomatoes mais alto que os outros filmes citados o longa recebeu várias indicações ao Oscar de 2002, entre elas o de melhor filme estrangeiro e melhor fotografia, infelizmente não levou nenhum dos prêmios, mas se tornou referência dentro da cultura pop.

A história da garçonete, que procura com pequenos gestos tonar mais feliz a vida das pessoas com as quais interage enquanto busca um grande amor, também costa na lista de melhores filmes de todos os tempos eleitos pela revista Empire.

10. Medianeras – Gustavo Taretto (2011)

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Outro filme com uma atmosfera bastante romântica, porém nem um pouco parecida com os clichês do gênero. Abordando temas muito atuais, como o distanciamento que passa a existir quando os contatos se tornam cada vez mais virtuais, o filme passeia pela arquitetura da cidade de Buenos Aires. É a rotina de uma grande cidade em que cada um está tão perdido e isolado em si mesmo que os encontros reais passam a ser quase tão difíceis quanto encontrar o Wally escondido na multidão. Um filme recheado de simbologias para a nossa vida moderna cada vez mais virtual a medida que todas as nossas relações passam a se basear em contatos virtuais e efêmeros, e em como essa suposta falta de contato real vai nos tornando cada vez mais medrosos e ainda mais isolados.

O longa surgiu a partir de um curta e foi premiado apenas no Festival de Gramado (2011) como Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Diretor.


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Minhas Melhores Indicações No Netflix #1

Quem é apaixonado por filmes é apaixonado pelo Netflix, uma coisa leva inevitavelmente a outra. Um dos meus programas favoritos é ficar em casa vendo filmes sem ter que me preocupar com nada além de ter uma boa conexão com a internet e ter um balde de pipoca, e algum doce, claro!

Separei alguns dos filmes que sempre acabo indicando para todo mundo e estão disponíveis na plataforma, filmes que tiveram que entrar para a lista de favoritos da vida.

01. Na Natureza Selvagem

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Um dos filmes que mais me fez refletir sobre a vida, tem uma dessas reflexões em forma de post aqui. Inspirado no livro homônimo escrito pelo jornalista Jon Krakauer a história é baseada na vida de Christopher McCandless, viajante americano que no longa é vivido por  Emile Hirsch. Com direção de Sean Penn o filme além de contar uma história emocionante tem um fotografia linda. Além da trilha fantástica. Antes de ver o filme passei uma época ouvindo Eddie Vedder quase que diariamente e criando uma conexão emocional com as músicas, criar conexão emocional com músicas: coisa que faço apenas sempre, então quando vi o filme já conhecendo trilha foi tudo mais emocionante.

02. Edward Mão de Tesoura

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É muito difícil escolher um filme preferido, mas se tivesse que escolher apenas um para esse título o filme em questão seria um fortíssimo candidato. O primeiro filme que me recordo ter assistido na vida não poderia deixar de me marcar de alguma maneira. Foi através dele que, assim como muita gente, eu conheci o Tim Burton e o Jonny Depp e acabei virando fã de ambos. O engraçado é que minha mãe não queria me deixar ver esse filme de jeito nenhum, por acreditar que seria meio de terror e eu iria ficar com medo. Mas reza a lenda familiar que depois de muito insistir venci pelo cansaço e assisti, e no final das contas não fiquei com medo, mas sim, até onde minha memória alcança, bastante emocionada com o Edward vivendo sozinho naquela mansão sombria, criança-cult-emotiva, sim, eu era.

03. Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos)

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Está procurando algo pra assistir e quer um filme que te deixe com a sensação de não ter entendido absolutamente nada quando termina? Aqui está o filme ideal!! Classicão cult, o filme é realmente muito viajado e pra mim foi uma experiência bem interessante assistir. Em determinado momento realmente parei de tentar entender o que quer que fosse e comecei a me deixar levar pela viagem, e foi como estar dentro de um… sonho! hahaha. Mas, sem spoiler, o filme tem algumas cenas bastante intensas que pra mim foram tão marcantes que ele não poderia deixar de estar nesta lista. Além do que, fiquei com o filme na cabeça por dias, e até hoje me deixo levar pela viagem quando penso nele.

04. Fonte da Vida

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Primeiramente: que filme lindo! Com o perdão de qualquer trocadilho, cinema transcendental, essa seria uma ótima categoria para se enquadrar esse filme, e não me importa se ela de fato existe, se não existe acabei de criar. Ficção científica com um toque zen e uma fotográfica fantástica o que poderia ser além de transcendental?! A história de um amor sublime que passeia pelo tempo levantando reflexões sobre a infinitude do ser e a forma como lidamos com perdas e os cilos de vida-morte-vida. Outros pontos do filme que não posso deixar de citar são as atuações do Hugh Michael, que surpreende, e muito, a quem está acostumado a vê-lo apenas nos filmes do X-men, e da Rachel Weisz, atriz que pra mim fica perfeita em filmes mais… transcendentais como esse. E o diretor Darren Aronofsky que é um dos cineastas da atualidade que merece muita atenção.

05. Lunar

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Por último um filme que só vim conhecer por conta do Netflix, normalmente já tenho um filme em mente quando vou sentar para ver algo e nas raras vezes que procurei aleatoriamente algo para assistir na plataforma acabei tendo uma surpresa muito boa, como é este caso. A princípio não dei nada pelo filme, é despretensioso, previsível, não trás nada de novo e ainda assim se tornou um excelente filme de ficção científica capaz de despertar reflexões interessantes, e olha que de grande fã dessa temática, depois de ver tantos filmes forçação de barra, eu me tornei bem preguiçosa diante de mais um filme que no final das contas é só mais do mesmo, o que não é o caso aqui. Apesar de não ser nada de inovador, como já falei, vale muito a pena.


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Filmes vistos em Setembro

O Pequeno Princípe (The Little Prince) – 2015
Direção: Mark Osborne
Gênero: Animação; Fantasia
★★★★ ♥

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Um dos lançamentos desse ano que estava mais ansiosa pra ver! A real é que acabei escolhendo um dia que estava bem pra baixo pra ir ver, fui pra o cinema pra não enlouquecer sozinha dentro da minha mente com os infinitos problemas que ela ama criar, Drama Queen! O resultado foi que acabei me desfazendo em lágrimas numa sala de cinema lotada de crianças! E como sou do tipo de pessoa que guardo filmes junto com as experiências de vida que estou vivendo a época que os vejo, esse vai ficar guardado num lugarzinho bem especial por aqui.
Agora, falando do filme em si, a arte é linda e por mais que o enredo seja batido, livro de miss etc e tal, novos elementos que foram trazidos pra história conseguiram deixar todo o universo do principezinho ainda mais cativante.

Homem Irracional (Irrational Man)  – 2015
Direção: Woody Allen
Gênero: Mistério
★★★★ ♥

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Não sou fã número um do diretor, mamis que me perdoe por isso, mas esse filme realmente me surpreendeu. A trilha sonora pontua muita bem a história e é excelente. As questões filosóficas e morais abordadas no filme dão bom pano pra manga de discussões de boteco. O filme realmente me botou pra pensar sobre algumas questões como honestidade, autenticidade e o sentido da nossa vida estar quase sempre atrelado a uma outra pessoa. Vi algumas pessoas criticarem o filme por ser um tanto raso, acredito que o filme tenha me cativado exatamente pelo seu tom despretensioso e por isso mesmo um tanto perigoso, a história é desenvolvida de uma forma tão leve que no final você pode acabar com alguns conflitos morais bem reais.

Melancolia (Melancholia)  – 2011
Direção: Lars Von Trier
Gênero: Drama; Ficção Científica
★★★★★

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Duas reações distintas diante daquilo que não podemos controlar, o confronto com a morte e a dissolução de todas as coisas que nos mantêm numa aparente situação de segurança e controle.
É um filme sobre o fim do mundo. Mas antes da terra ser engolida pela gigantesco planeta Melancolia que se escondia atrás do sol, vemos como um mundo particular pode ir se destruindo aos pouquinhos enquanto as coisas ao redor continuam a girar com aparente normalidade. Até que tudo se desfaz num piscar de olhos e o vazio existencial de uma vida fatigada de obrigações e rituais traga tudo ao redor fazendo ruir toda a aparente normalidade.

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me)  – 2003
Direção: Isabel Coixet
Gênero: Drama; Romance
★★★★★ ♥

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Não é um filme sobre a morte, é sobre amor, sobre sonhos e sobre o único presente que podemos deixar para aqueles que amamos e que nos amam, a saudade. Talvez nobreza seja sobre isso, reconhecer que de algum modo somos passageiros, mas ainda assim querer que a saudade que deixamos ao partir tenha alguma beleza.
A vida é provisória, a única coisa definitiva talvez seja a saudade.

Anticirsto (Antichrist)  – 2009
Direção: Lars Von Trier
Gênero: Drama; Terror Psicológico
★★★★ ♥

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Entendo de certa forma a dificuldade que algumas pessoas têm em avaliar esse filme, mesmo tendo certeza que estaria na minha lista de favoritos assim que terminei de assistir, também não consegui fazer uma avaliação logo. Mas depois de ficar com o filme martelando na cabeça por uma noite inteira, até sonhei algo relacionado a ele, posso dizer, o filme é simplesmente excelente. Cumpre com sua proposta de ser perturbador ao mesmo tempo que traz um universo de simbologias capazes de despertar reflexões trazendo pra perto da gente aquele mundo de dor e extremos. Sem contar as questões relacionadas ao feminino e a culpa, que tornam o filme ainda mais indigesto.
Ouvi recentemente de um amigo que ele acreditava que o Lars Von Trier seria meu diretor favorito, o que não é uma verdade, mas me tocou de alguma forma, agora me entregando aos filmes dele vejo o quanto me identifico com cada uma de suas obras de uma maneira diferente. Nessa ela ganhou mais um pouquinho meu coração sendo perturbador e cativante em proporções surpreendentes.

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus)  – 2009
Direção: Terry Gilliam
Gênero: Aventura; Fantasia; Mistério
★★★

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Fui assisti acreditando que o visual do filme seria seu ponto alto, e só me decepcionei. A história é confusa e o mundo imaginário que tinha tudo pra ser explorado fotograficamente de uma forma incrível deixou muito a desejar. A troca de rosto do personagem Tony que seria interpretado a principio apenas pelo Heath Ledger acabou deixando a história ainda mais cansativa e difícil de acompanhar. Claro que a saída encontrada pela produção do filme na situação da morte do ator foi mais que genial, principalmente na escolha dos demais atores que interpretaram o Tony, só faltou encaixar tudo direitinho na história.


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Estante de Maio

Mês passado acabei não vindo aqui contar o que de legal assisti e li durante o mês. Mas não vou perder esse hábito e estou aqui de novo, mesmo que um pouquinho atrasada. Estou bastante contente em conseguir ver pelo menos quatro filmes por mês, o que era minha meta há bastante tempo, e estou vendo até mais que isso.

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Terra Para Echo (Earth to Echo) – 2014
Direção: Dave Green
Gênero: Ficção Científica
★★★★★

Que filme gostoso, bem estilo sessão da tarde. A história do grupo de amigos que se metem em várias confusões numa aventura para salvar um amiguinho extraterrestre lembra bastante filmes clássicos dos anos 80/90 como Conta Comigo e ET. Também foi inevitável pra mim compará-lo um pouco com outro mais moderno que segue esse estilo, o Super 8.

O Segredo do Vale da Lua (The Secret Of Moonacre) – 2008
Direção: Gabor Csupo
Gênero: Aventura; Infantil
★★★

Filme bem sessão da tarde, parece que esse mês foi o que mais rolou pom aqui! A história é bem bobinha e clichê, e pra falar a verdade quase não me lembro do que acontece no filme então vou deixar um pedaço da sinopse: Quando o pai de Maria morre, deixando a garota de apenas 13 anos órfã, ela é forçada a deixar sua vida luxuosa em Londres para ir morar com Sir Benjamin, um tio excêntrico que ela não sabia da existência, na misteriosa mansão em Moonacre. Não demora muito e Maria se vê em um mundo sombrio e cheio de disputas de interesse e poder entre o tio e a sinistra família de Coeur De Noir. A jovem também descobre que ela é o centro de tudo, uma vez que é a última princesa herdeira da linhagem. Maria, agora, será guiada por uma legião de estranhos aliados, na tentativa de manter a honra de sua família e evitar que Moonacre desapareça para sempre.

O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending) – 2015
Direção: Irmãos Wachowski
Gênero: Ação; Aventura; Fantasia
★★

Que decepção esse filme! Os efeitos especiais apesar de tecnicamente bons deixam o filme visualmente cansativo, além da história ter ficado muito confusa, pouco explorada e igualmente cansativa. As sequências de ação e explosões em geral me pareceram extremamente longas, ou seja, mega cansativas, mais uma vez. Nunca torci tanto pra um filme terminar logo, isso porque nunca deixo um filme sem terminar, questão de honra. Uma decepção completa, não consigo dizer muito além disso. Com aprovação, ou seria reprovação, de 25% no Rotten Tomatoes podemos dizer que não é só eu que compartilha dessa opinião.

Oblivion – 2013
Direção: Joseph Kosinski
Gênero: Ação; Aventura; Ficção Científica
★★★★

A  história do filme é um pouco vaga, não se trata de um filme ruim, gostei bastante até, mas meio que boa parte disso se deve à atuação do Tom Cruise. Nada de novo nem de surpreendente, pra quem gosta de ficção científica não deixa de valer a pena, mas não vá esperando muita coisa.

Interestelar (Interestellar) – 2014
Direção: Christopher Nolan
Gênero: Aventura; Ficção Científica
★★★★

Um filme hypado, sim, muito talvez. Mas ok, vamos lá, os apelos emocionais do filme não me cativaram, achei tudo frio e deslocado e o ritmo também não ajudou. Os efeitos visuais são realmente fantásticos, assim como em Gravidade, visualmente falando. As teorias que dão base para o filme são realmente muito interessantes, e pra quem gosta de ciência além da ficção científica é um prato cheio. A trama que serve como pano de fundo é realmente tocante… Mas tudo jundo pra mim não rolou. Talvez se tivesse visto no cinema teria uma opinião diferente, fiquei com a impressão de ser um daqueles filmes onde os efeitos visuais e sonoros meio que só funcionam bem na telona. Também acredito que li demais e ouvi muitas opiniões sobre o filme antes de assistir o que me fez esperar demais.
Recebi vários dislikes por conta dessas opiniões lá no Filmow. Às vezes a gente esquece que um bom filme não tem como agradar todo mundo, disse que pra mim o filme não rolou e fiquei um tanto decepcionada sim, o que não quer dizer que esteja dizendo que o filme é uma porcaria. Além da minha opinião, que não vou mudar só porque vai de encontro a opinião da maioria, queria deixar um recado, vamos parar de discutir por besteira e atacar o outro como se o fato dele não gostar de um filme super hypado prove por A+B que a pessoa é burra. Quem deixou de gostar do filme em questão não necessariamente tenha deixado de entender as teorias que dão base pra ele, ou de dar o devido valor a grandiosidade da produção. Muito menos o fato de você ter gostado tando do filme a ponto de defendê-lo com unhas e dentes e sair por aí atacando quem não gostou te faz mais inteligente.

Extraordinário – R. J. Palacio
★★★★

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O livro é lindo, um pouco melancólico, mas com uma mensagem muito bonita. A leitura é leve e agradável. Um livro infanto juvenil que pode agradar bastante mesmo um público um pouco mais velho.


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Animação do Fim de Semana: O Estranho Mundo de Jack

O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas) – 1993

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What’s this?
The streets are lined with

Little creatures laughing
Everybody seems so happy
Have I possibly gone daffy?
What is this?
What’s this?

There are children throwing snowballs here
instead of throwing heads
They’re busy building toys
And absolutely no one’s dead

Sim, aqui a criação original é realmente do Tim Burton e se originou de um poema escrito por ele em 1982. Ele não pôde dirigir o filme por conta de outros trabalhos (Batman – O Retorno e Ed Wood) porém esteve presente no set em vários momentos da produção. Por esse motivo a direção do longa ficou por conta de Henry Selick. Sabendo disso fica fácil compreender a grande influência que o Tim Burton exerceu sobre o Henry Selick e suas obras posteriores.

Jack Skellington, rei absoluto do Halloween, se sente cansado da repetição de sustos, gritos e brincadeiras horripilantes de todos os anos. Tomado por um sentimento de vazio passa a madrugada vagando sem rumo até se deparar com portais que levam à outras terras. Encantado pelo brilho da árvore de Natal o esqueleto vai parar no reino dos felizes responsáveis pela comemoração natalina.

Ainda mais encantado com tudo o que vê por ali Jack quer que seus companheiros de Halloween Town compreendam toda àquela magia de luzes brilhando, árvores enfeitadas, doces e presentes, porém se frustra ao não conseguir explicar tudo o que viu para seu companheiros. A partir disso se concentra em descobrir o que se encontra por trás de todos os objetos que ele traz da terra do Papai Noel. Em seus esforços busca a ajuda de um cientista maluco, uma espécie de doutor Frankenstein, o criador de Sally, aparentemente a habitante mais sensata da Terra do Halloween.

Porém, apesar de tudo, não consegue descobrir nada e quando já está prestes a perder as esperanças tem a grande ideia de ele próprio encarnar o bom velhinho. Elabora então um plano e convence todos os habitantes da cidade a se unirem e fazerem algo completamente diferente do que estão acostumados a fazer todos os anos. Ele decidi que naquele ano o Natal será responsabilidade dos estranhos habitantes da cidade do Halloween. Apesar de suas boas intenções, e das tentativas de Sally de mostrar o quanto aquilo não estaria certo, Jack é um fiasco como alguém que tem como missão tornar o Natal das crianças mágico e feliz com seus presentes.

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Com um visual sombrio e figuras horripilantes o filme acabou se tornando um verdadeiro filme natalino, com metáforas que indicam que todos, independentemente daquilo que aparentam ser, merecem um feliz Natal.

Apesar de não ter de fato dirigido o filme Tim Burton está presente tanto no roteiro, juntamente com Caroline Thompson e Michael McDowell, quanto na produção. A trilha sonora de Danny Elfman casa perfeitamente com cada cena do filme e aqui também o Tim Burton ofereceu sua contribuição descrevendo cada cena para que a partir disso a trilha fosse composta.


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Estante de Março

 E aqui estou eu mais uma vez pra contar o que andei lendo e assistindo durante esse último mês.
Passei a metade do mês com bastante preguiça de ler, então só li um livro e meio e também foram livros que estavam empacados na estante há um bom tempo. Mas em compensação vi bastante filmes, sei que para algumas pessoas é pouco, mas pra mim tem sido uma quantidade razoável.

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Clube dos Cinco (The Breakfast Club) – 1985
Direção: John Hughes
Gênero: Comédia; Drama
★★★★★ ♥

Não sei porque demorei tanto tempo para assistir esse filme. Terminei o filme cheia de saudades dos clássicos dos anos 80 sobre a vida adolescente. A forma como a história é contada me lembrou um pouco o filme Curtindo a Vida Adoidado  do mesmo diretor John Hughes. Mas aqui o ritmo é um pouco diferente e não há mudança de cenários, o que a princípio daria a ideia de um filem monótono, mas esse definitivamente não é o caso. A história toda se passa dentro de um colégio e praticamente apenas dentro da biblioteca onde os cinco personagens principais são obrigadas a passar uma tarde de sábado como punição por mal comportamento. Muitas cenas são improvisadas por decisão do diretor que deixou os atores bem a vontade para improvisar o que dá um ar bem espontâneo à muitas cenas marcantes do filme. Entrou fácil na lista de favoritos.

Trapaceiros (Small Time Crooks) – 2000
Direção: Woody Allen
Gênero: Comédia; Policial
★★★

Nunca tinha visto nada do Woody Allen e fiquei um pouco surpresa ao constatar isso. Pois bem, zanzando pelo Netflix me deparei com esse filme e decidi que já era hora de fazer alguma coisa para mudar o fato acima citado. Pois bem, nenhuma surpresa. Acho que superestimei o Woody, ou o filme em questão, mas achei o filme bem fraquinho. Engraçado, sim, mas nada além disso. O tão aclamado humor sarcástico do diretor não me convenceu, pelo menos não nesse filme. O que me levou a dar uma pesquisada e fazer uma listinha de alguns filmes para conhecer melhor esse diretor/autor/ator que sempre ouvi ser bastante elogiado, inclusive pela minha mãe, que é fã.

Corra, Lola, Corra (Lola, Rennt) – 1998
Direção: Tom Tykwer
Gênero: Ação; Suspense; Thriller
★★★★

Outro filme que demorei tempo demais pra assistir. Filme alemão que foge um pouco do que estamos acostumados a esperar de um filem alemão, porém com o enredo simples consegue ser considerado um dos novos clássicos do cinema. Casualidade, efeito dominó e as várias possibilidades diferentes que uma simples ação pode desencadear. É tipo um você decide com três finais diferentes e em cada um deles pequenas alterações em toda a história envolvendo todos aqueles que aparecem, mesmo que por um brevíssimo momento, na trama. O que mais gostei no filme é a forma como essas pequenas alterações mudam drasticamente todo o futuro dos envolvidos e como isso é mostrado em flashes rapidíssimo enquanto a protagonista não pára de correr. Outro ponto que não poderia deixar de citar é os diálogos entre Lola e Manni que intercalam cada possível alternativa para a história.

Ender’s Game – O Jogo do Exterminador (Ender’s Game) – 2013
Direção: Gavin Hood
Gênero: Ação; Aventura Ficção; Científica
★★★★

Já tinha passado batido por esse título várias vezes e quando acabei assistindo sem a menor expectativa e meio que por falta de opção me surpreendi bastante. Ao contrário do que achei quando li a sinopse, o filme é bom, pelo menos na minha opinião.
Fiquei simplesmente encantada com a atuação do Asa Butterfield (quem se lembra dele do A Invenção de Hugo cabret?) ele é muito bom! De um modo geral o filme me surpreendeu. Falta um pouco de contexto sim, é previsível também, mas nada disso tira o mérito do enredo que é realmente bem amarrado. O ritmo do filme é bom e a fotografia é muito boa. Aborda questões éticas sem pesar e se tornar cansativo. Ou seja, pra quem gosta de ficção científica e tá procurando um filme visualmente interessante, com um bom enredo capaz de suscitar reflexões sem forçação de barra, acredito que vá encontrar nesse filme um entretenimento válido.

Garota em Progresso (Girl In Progress) -2012
Direção: Patricia Riggen
Gênero: Comédia; Drama
★★★★

Achei esse filme por acaso no Netflix, nunca nem tinha ouvido falar dele antes, tava procurando um filme com temática adolescente que fosse mais levinho. O filme é exatamente isso, leve e bem despretensioso, mas acabou rendendo umas boas reflexões por aqui. A história é basicamente de uma adolescente filha de mãe solteira que, após uma aula de literatura sobre os ritos de passagem que marcam o final da adolescência e o início da fase adulta, resolve acelerar o seu processo de amadurecimento criando potenciais situações traumáticas pelas quais ela própria se obriga a passar. O filme não é nada profundo e como drama é apenas um daqueles água com açúcar que passam na sessão da tarde, mas vale a pena.

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Guia do Mochileiro das Galáxias: Não Entre em Pânico  – Douglas Adams
★★★★★

Guia do Mochileiro das Galáxias: O Restaurante no Fim do Universo  – Douglas Adams
★★★★★

Tenho a série completa desde 2013, já tinha lido os três primeiros volumes, mas acabei abandonando a leitura da série e passando outros livros na frente. E por já ter tanto tempo que tinha lido os primeiros resolvi retomar a leitura desde o volume um. E não me arrependo. Pra ser sincera não lembrava mais de quase nenhum detalhe, claro que a medida que vou lendo vou me lembrando da história como um todo, mas isso não tira nem um pouco o encanto do livro. Ainda me surpreendo com as reviravoltas que os livro dá jogando seus personagens para os cantos mais improváveis do universo nem piscar de olhos.

Não farei uma resenha agora, pretendo terminar de ler todo os volumes e fazer um post exclusivamente com as minhas experiências de leitura série.


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