Algumas Palavras Sobre 2015.

Estou a meia hora pensando na melhor forma de começar este post, e como não me ocorre nada melhor começarei falando do caos de sentimentos e pensamentos que me atropelam sempre que penso no ano que passou, e nesse ano que mal começou e já tá me derrubando. É a sensação de ter sido arrastada pela histeria coletiva de final de ano para um lugar cheio de possibilidades que não se mostram. Ainda estou tentando me firmar nas minhas recém tomadas velhas decisões, só agora começo a avistar alguma terra firme, porém ainda não a sinto sob meus pés, é fato que pra isso acontecer ainda vai levar tempo. E é preciso continuar remando, e manter este blog é uma das maneiras que encontrei pra de algum modo continuar remando.

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Finais de ano são complicados pra mim e seus inícios são só uma ressaca das complicações do final. Mas não queria falar dessas complicações, de alguma forma queria falar do que o ano que passou deixou de bom. Talvez precise começar imediatamente a cumprir uma das resoluções de ano novo, que ainda teimo em fazer, e me forçar a reclamar menos e repetir menos o mesmo enredo de chorumelas e queixas.

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Não tenho nenhuma grande conquista para atribuir à 2015, desisti de metas, abri mão de sonhos, desanimei de projetos, cometi inúmeros auto enganos e quando vi o ano tinha passado e não dava mais tempo.
E em falar de tempo, o ano passou rápido, muito rápido, me pergunto o que aconteceu pra que ele passasse mais rápido que todos os outros anos que já passaram. Talvez esse sensação seja só pelo excesso de horas que passei dormindo, ou dentro de um filme, um sonho, um livro ou um devaneio. Pouco sai de casa, até que um dia, meio a contra gosto e já me arrependendo de um convite que eu mesma fiz, resolvi sai. Acho que não aguentava mais respirar o ar viciado das realidades inventadas, e a realidade me sorriu, seu sorriso irônico como não poderia deixar de ser.

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Foi um ano que me trouxe pessoas especiais, pessoas que talvez nem desconfiem do quanto me ensinaram. Houveram momentos tão breves, simples e mágicos, desses que a gente sabe que mudam alguma coisinha lá dentro da gente. Houveram porres e momentos bens ruins que hoje consigo perceber que foram extremamente importantes para que eu experimentasse realmente minha força e descobrisse também com que tipo de pessoas quero dividir minha vida, quem quero chamar de amigo e que ás vezes é até mais preferível a solidão. Aprendi a respeitar minha solidão admitindo que não é sempre que quero estar sozinha, mas que não vou mais me ferir por qualquer companhia. Foi um ano que reabriu feridas, expões pra mim minhas maiores vulnerabilidades, me fez chorar muito, e me fez aprender que muitas vezes chorar é o único antídoto contra todo o veneno do mundo, aprendi que chorar é bom. Me vi obrigada a revisitar memórias e finalmente respeitá-las como parte da minha história. Posso dizer que terminei o ano muito mais completa, madura e forte apenas porque hoje me conheço melhor e não tenho mais medo de olhar pra pessoa que me tornei através dos anos admitindo cada passo, em falso ou não, como parte da minha, unicamente minha, caminhada.

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Houveram filmes que me marcaram e conversas que me apresentaram novos pontos de vista que hoje já fazem parte do meu próprio repertório. Houveram músicas que nunca havia escutado antes e hoje me tocam em cada nota memórias. E houveram livros não terminados que carregam lembranças escondidas entre suas folhas e versos rabiscados em seus versos.

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Amo palavras, sendo assim sinto que posso escolher algumas palavras para o ano que passou, e elas são: liberdade, solidão e amor. Para as duas primeiras 2015 trouxe na marra um novo significado que sei que ainda precisa ser digerido com muito cuidado e carinho neste novo ano.
O que posso dizer é que finalmente entendi um dos meus versos preferidos de uma das minhas músicas preferidas, quem pensa por si mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria. E sobre o amor, a maior conquista do ano, e talvez de todos os outros anos que passaram: 2015 me trouxe a capacidade de amar. E isso também é coisa muito séria.

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Lavei a alma com lágrima, retribui o sorriso irônico e não temo mais erguer a cabeça ao olhar pra frente.

Forte é a mulher que chora.
Por fim, se ressume aqui
o que o ano me ensinou.


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