E lá se foi Setembro… Uma conversa de botas batidas

Gostaria de estar atualizando o blog com mais frequência, dedicando alguns posts legais às mudanças que têm acontecido por aqui. Realmente estou vivendo numa fase de pequenas coisas que têm se mostrado grades passos no meu processo de amadurecimento e de “ser a pessoa que sempre quis ser”. Às vezes fico com textos legais martelando na cabeça durante dias, mas quando sento pra escrever não consigo formar uma frasezinha se quer. Parei de me forçar a escrever, sabe, tenho mania de tentar guardar alguns sentimentos e aprendizados em textos, talvez seja melhor simplesmente viver e deixar que uma hora a vida traga de volta a inspiração perdida…

Outro motivo de eu ter perdido o tesão de vir aqui compartilhar fatos completamente desinteressantes sobre minha vidinha é que o visual do blog tem me cansado, entro na página inicial, quando entro por falta de opção, e fico bem desgostosa com o que vejo. Nada mais justo do que o blog começar a acompanhar as mudanças que estão acontecendo por aqui. Faz muito tempo que quero ter um domínio, um layout legal que tenha mais a ver comigo e falar sobre alguns temas que gosto bastante mas me sentia meio insegura e cheia de neuras bobas. Enfim, transformar o blog num lugar aconchegante, porque apesar de não estar satisfeita em como o blog está hoje, não consigo pensar em abandonar de vez essa vida blogueira, sinto muita falta disso aqui. Mas todas essas mudanças além de tempo e trabalho têm um custo, portanto isso é algo que irá acontecer aos pouquinhos, mas acontecerá dentro em breve.

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Enfim, bora falar de como foi o mês?!
Setembro trouxe a conclusão de alguns processos internos que já vinham acontecendo há um tempo. Talvez esteja me precipitando em falar de conclusão, mas quando olho para o que eu era, pensava e desejava há três meses já não consigo me reconhecer. E setembro trouxe a certeza disso, a certeza de que alguns passos foram dados e mesmo que eu ainda tropece e dê alguns passos para trás percebo que já não é mais possível voltar para aquela estaca zero onde eu vivia de tudo o que mais odiava. Aquele clique aconteceu e tomei coragem, tem sido perigoso falar de coragem, mais por falta de outra palavra melhor, tomei coragem e dei aquele grito de independência interno, a proclamação de alguns nunca mais. E, bem, não foi preciso um grande acontecimento externo para que isso finalmente se desse.

Setembro foi uma montanha russa de sentimentos, como se outro e qualquer mês dessa minha vidinha louca não fossem, Drama Queen, tempestade em copo d’água, tudo de mais e sem motivo, essa sou eu, fazer o quê?! ¯\_(ツ)_/¯
Mas depois de um bom tempo achando que tinha superado algumas coisas meio pesadas e difíceis de dizer, caí de novo em uma crise punk, dessas de beijar o fundo do poço. E fiquei surpresa com a rapidez que consegui sair de lá. Acho que precisava experimentar mais uma vez o que de pior eu posso sentir pra conseguir reunir forças suficiente pra dizer um bom e sonoro nunca mais.

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Nesse mês que passou levei minha tristeza e meu cansaço pra passear com frequência. Chorei sozinha numa sala de cinema lotada de crianças vendo o Pequeno Príncipe. E me senti grata por todos os contra tempos que a vida tem posto em meu caminho. Deixei que a água salgada lavasse pra bem longe todo o mal. E Haja água salgada pra pouco mês! Tenho chorado. O quanto tenho chorado? Bem, tenho lembrado constantemente daquela copa de 94, e isso significa que tenho chorado bastante. Dito assim isso parece bem ruim, é verdade que tem noites que abafo o choro no travesseiro sob o risco de acordar os vizinhos. Mas no dia seguinte nem o espelho desconfia de nada disso. O que há de certo é que os dias nunca foram tão claros por aqui; tenho refeito as nascentes que o medo secou.

Setembro veio e se foi com a brevidade das conversas em bares, e todos os clichês que existem numa possibilidade de amor, ou na esperança dessa possibilidade, que seja. Todos os clichês que podem existir em sonhos tecidos à beira mar. Algumas lembranças de algo bom, que hoje trazem consigo um nó na garganta quando evocadas. Floreios. Setembro trouxe noites e histórias divididas em camas impregnadas de sentimentos controversos, esquinas baratas do centro da cidade onde uma luz bonita entra pela janela quando se é permitido parar os relógios. Mais floreios. Uma crença ingênua numa nudez sincera e eu em lágrimas pesadas me transbordando de todos os medos, crenças e lembranças dolorosíssimas que me impediam de viver o que deseja a mulher que vez ou outra me sorri de relance através dos espelhos.

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E a primavera finalmente trouxe a certeza de que posso sobreviver paradoxalmente ainda mais inteira depois de querer arrancar do peito à unha um coração esmigalhado. Precisei defender bravamente minha covardia para ser capaz do ato heroico de enfrentar minha dor e meu amor sozinha e me entregar a maré de emoções que esses dois juntos trazem à tona quando já não se pode chegar a lugar algum através das racionalizações. A conclusão disso tudo é que perdi meu medo do ridículo, o próximo passo talvez seja finalmente conseguir escrever poesias.

A primavera escancarou as janelas, fez penetrar luz onde há muito só havia lixo e limpou sem dó nem piedade os cantos mais escondidos da casa e da alma.
O purgatório onde por anos me aninhei veio abaixo a golpes de martelo. Novas possibilidades com cheiro de tinta fresca e um canto de paredes coloridas onde eu posso ir juntando devagarinho os fragmentos de um sonho.
A propósito tenho sonhado. Tenho tido pesadelos também, mas tudo isso é só pra mostrar que não existem paraísos perfeitos e o purgatório onde por anos de deixei estar era só uma cortina de poeira e ilusão que me impedia de ver as coisas com clareza e me impelia a viver fugindo.

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Hoje o ar fresco e a luz circulam livremente pela casa, e existe um canto feliz pra descansar a cabeça. Hoje a vida circula livremente pela alma, e se ás vezes me transbordo é porque chorar é coisa que faz parte de deixar o rio da vida correr e desaguar no mar infinito de temores e delicias.

Setembro se vai, e leva com ele toda a fraqueza e covardia, mas foi preciso me perder em suas esquinas pra que eu encontrasse a coragem para me reconhecer em minha própria força.


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